Vai e volta

Há mais ou menos dois anos e meio atrás, eu me mudei para São Paulo e sabe quando seu mundo cai e quebra em milhões de pedacinhos?

Flocos e meu rack que eu fiz e que amo tanto (e que é uma bela bagunça)
Flocos e meu rack que eu fiz e que amo tanto (e que é uma bela bagunça)

Num resuminho, eu realizei um sonho que tinha há muito tempo e com isso eu me separei, perdi interesse nas coisas que eu mais gostava e em mim mesma, entrei num relacionamento abusivo, entrei em depressão porque fui negada num processo para trabalhar fora do país, fui demitida ao final do tempo de experiência sem um tostão guardado, perdi alguns quilos caminhando para deixar meu currículo como maquiadora e cabeleireira em salões perto de casa e não fui chamada para nenhum deles, lancei uns 100 currículos para a área da TI e devo ter feito umas 4 entrevistas, fui contratada logo antes do natal num banco, conheci pessoas incríveis que jamais achei que trabalhariam aqui, fiz mais horas extras do que em toda minha carreira como desenvolvedora de software, estudei finanças pessoais, encontrei a EPP como estilo de vida, passei a exercitar a gratidão, descobri quem eu sou, aprendi a meditar, saí do relacionamento abusivo, me mudei de apartamento, fiz cursos incríveis de maquiagem, me reencontrei e voltei a amar a beleza.

Dentro dessa montanha, fiquei meses pensando no que fazer com esse espaço. Pensei em fechar, em continuar, em fazer diferente, mas nenhuma das opções me deixava feliz. Então fiz o que sei fazer bem: se eu não sei o que fazer, deixa estar. Já diria o Gato Cheshire: se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve.

Hoje foi o dia que eu descobri o que fazer.

Me aguarda que eu tô voltando. 🙂

Uma estatística que eu não sabia

Estamos todos ligados (eu espero) e a palavra “crise” está em 20 a cada 10 palavras ditas nos noticiários, mas não é espanto meu que o mercado de cosméticos tenha sido um dos poucos que tenha registrado crescimento o ano passado. E nem deveria ser espanto que o Brasil é um dos grandes mercados mundiais (a reportagem coloca-nos na terceira posição).

Imagem: Pérola News (http://perolanews.com.br/noticias/ladario/em-novo-endereco-semprebella-cosmeticos-reinaugura-loja-em-corumba)
Imagem: Pérola News (http://perolanews.com.br/noticias/ladario/em-novo-endereco-semprebella-cosmeticos-reinaugura-loja-em-corumba)

A estatística que me pegou mesmo foi a seguinte: 92% do mercado brasileiro de cosméticos é fornecido pela indústria nacional. Com essa invasão de cosméticos importados, Sephora abrindo em todas as cidades, marcas internacionais cada vez mais visando o mercado brasileiro, essa ânsia de querer sempre o melhor do melhor do melhor por um bom preço: 92% do mercado de cosméticos é fornecido pela indústria nacional.

A gente pode argumentar: ah, a L’Óreal é uma marca internacional e muitos dos seus produtos estão nos nossos supermercados. Mas ele é produzido aqui. Quem lembra do fuzuê em 2012 quando a TRÈSemme entrou no mercado nacional (aqui e aqui e em muitos outros lugares da internet)? A Unilever alegou algo como “para se adaptar aos cabelos brasileiros”, mas eu leio “a ANVISA não permitiu que façamos a mesma fórmula por X, Y e Z motivos”.

Eu sou uma que resenho e uso pouquíssimos produtos nacionais porque eu leio a lista de ingredientes e não me dá vontade de colocar no cabelo um óleo de argan composto principalmente por dimethicone e cyclomethicone ou uma máscara reconstrutora contendo somente ingredientes emolientes. Só o fato de você ter apenas 1% do seu produto sendo óleo de argan é o suficiente para alegá-lo nas propagandas de marketing.

Quando você acha um produto que vale a pena, com uma boa formulação, ele é mais caro sim, por exemplo: o óleo de argan é caro porque a Argania spinosa é a única de sua espécie e somente encontrada em dois locais do planeta. Parabéns a Yenzah por fazer máscaras realmente de nutrição: com manteiga de karité e óleo de argan numa excelente formulação. Aí a grande parte do público prefere comprar a máscara da Morrocanoil por 50 dólares e não a da Yenzah por 39 reais.

Eu acho que a indústria brasileira de cosméticos tem muito ainda o que evoluir para fornecer mais produtos com melhores fórmulas, mas o consumidor brasileiro precisa aprender a ser menos preconceituoso com o mercado nacional.

Novidades chegando!

val garland school of make-up

Consegui!

Vou participar do curso online ministrado pela Val Garland!!

Estou muito feliz e, num estado muito sílvio-santosano: aguardemmmm… 😉