Hair Brasil: um guia

Esse ano, fui na Hair Brasil bastante empolgada pelo curso de cabeleireiro que estou fazendo. Como sou bem iniciante com produtos de salão de beleza, meu foco era informação: conhecer marcas, produtos e preços. Como comprei ingresso para apenas um dia, o primeiro, resolvi chegar bem cedo e ficar o máximo que conseguisse perambulando pelos estandes. Para resumir: eu esqueci de comer de tanta empolgação! Entrei na feira às 10h, saí às 17h e comi, além do café da manhã em casa, apenas uma salada de fruta, uma garrafa d’água e um picolé. 🙂 Resolvi escrever minha experiência aqui movido por duas paixões: trabalhar no meio da beleza e ser amante do ramo e tentar colocar as diferenças aqui para quem pretende ir na feira o ano que vem.

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Primeiro: a feira é na Expo Center Norte, em São Paulo: o lugar tem 98 mil m². Eu repito: noventa e oito mil metros quadrados. Um campo de futebol tem, mais ou menos, 8 mil m². Faz a conta. A feira é E-N-O-R-M-E. Nada de saltos e roupas desconfortáveis. Lá dentro tem praça de alimentação (com aquele preceenho amygho), banheiro, tudo. Leve dinheiro, cartão de crédito. Não vá despreparada! O que eu mais senti falta foi de ter ido com alguma amiga cabeleireira mais experiente para conversar sobre os produtos tanto entre nós quanto com o pessoal dos estandes. Talvez esta seja minha dica mais importante: não ir sozinha. Eu não fiz um plano sobre como visitar a feira. Eu fui perambulando mesmo. Este é o mapa da feira e o que eu lembro de ter visitado está marcado com um X.

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Segundo: a Hair Brasil faz jus ao nome porque é uma feira voltada 80% para 1) profissionais 2) cabeleireiros 3) que trabalham em/possuem um salão: muitos estandes focados em produtos para salão, seja na parte mobiliária, instrumentos e produtos. Nada que exclua o profissional free-lancer, só que a feira não foca nisso. Se você não quer saber as novidades no que consta sobre o mobiliário de um salão, por exemplo, é só não visitar esta parte da feira. O pessoal que atende nos estandes vão te falar coisas como “você pode usar isso no seu salão”. É só ignorar esse tipo de frase, absorver a informação que te interessa e não dar explicação que você é free-lancer. 🙂

Já os amantes do mundo da beleza podem achar a feira um tanto maçante neste ponto: demonstrações técnicas de uso de produto, técnicas de corte de cabelo, pequenos cursos técnicos de utilização de um determinado produto em estandes. Técnica, técnica, técnica. O pessoal nos estandes também não é assim uma flor de simpatia para te puxar para dentro do estande. Você que toma a iniciativa de catar uma pessoa ali para perguntar sobre os produtos. Tudo isso exatamente pelo foco do evento: é para os profissionais da beleza. Eles quem tem interesse em saber o que há. Eu fiquei louca com a quantidade de marcas que eu não conhecia, com diversos produtos que conheci e com as marcas que eu notei que estão entrando no mercado brasileiro, como a Chi e a Sexy Hair. Voltei com um bazilhão de folhetos para ler, pesquisar e estudar.

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Quantidade de informação que juntei durante um dia de feira

Terceiro: apenas alguns estandes eram exclusivamente de maquiagem. Havia  Catharine Hill, Revlon, First Kiss e uma outra que não consigo lembrar o nome, mas é bem famosa.  A Tigi vai lançar/voltar com a linha de maquiagem, previsão de lançamento para o segundo semestre. O cara que me atendeu foi bem rude e não me deixou mexer em nenhum dos produtos que estavam no demonstrador. Essas foram as que eu parei e fui ver o que havia. Confesso que não fui atrás dos estandes de estética…

Quarto: a grande maioria dos estandes vendem seus produtos com preços inferiores ao mercado. Isso não vale para todos os preços dos produtos, mas é um trunfo que todo mundo aproveita. Algumas das novidades que ainda não estão nas lojas já estão à venda lá. Tinha loja da Ikesaki, Audrey, Santa Clara, diversas dessa lojinhas que vendem maquiagens made in China, bijuteria, sapatos… Dá pra pirar o cabeção facinho!

Quinto: você até consegue amostras. Até. Não vai achando que vai ter amostra de tudo ou vai conseguir um montão de amostras porque não é bem assim. Lembre-se que esse não é o foco da feira. O que seria mais interessante, que são amostras dos kits de escova progressiva (no caso do meu interesse em ir na feira), não há. Os fabricantes não trabalham esse tipo de amostra. O que eles te dizem é para ligar para o distribuidor da marca na sua cidade e marcar uma demonstração. Vai um distribuidor/técnico, faz uma demonstração do produto para você em uma modelo (muito provavelmente arrumada por você) e você, somente assim, descobre se o produto é realmente bom ao primeiro uso. Em longo prazo, somente se você manter contato com a modelo. Um kit de progressiva que dá, em média, para 20 aplicações, está girando por volta dos 350 reais. Faz a conta se você vai pagar tudo isso para descobrir que o produto funciona para apenas poucos tipos de cabelo ou não cumpre tudo o que promete no folheto.

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Quantidade de amostras ganhas em um dia de evento

Sexto (e último ponto!): a feira oferece workshops de maquiagem, podologia, tricologia (esse foi o que mais me interessou) pagos à parte em todos os dias da feira. É só organizar a ida que dá para aproveitar tudo. Além disso, há o Campeonato Hair Brasil. A programação é bem diversificada tanto pela feira quanto pelos micro eventos que cada estande organiza. Com isso, uma guerra de volume acontece lá dentro. :/

Acho que, com isso, você consegue dimensionar quanto tempo quer passar lá se divertindo!